Qual a relação entre estresse e queda de cabelo?

O estresse, seja físico ou emocional, pode ser uma das causas da queda de cabelo. Um estudo recente da Universidade de Harvard descobriu o mecanismo que provoca a perda dos fios, que está associada à ausência da regeneração do cabelo. Entenda como estresse e queda de cabelo estão diretamente ligados e saiba o que fazer para prevenir e tratar esses problemas.

Estresse e queda de cabelo: como a saúde dos fios é influenciada?

Em primeiro lugar, é necessário saber que o ciclo de vida do cabelo ocorre em três etapas:

  • Anágeno – fase de crescimento dos fios;
  • Catágeno – o cabelo para de crescer e o folículo na base do fio encolhe;
  • Telógeno – o cabelo cai e o processo pode começar novamente.

Esse processo é impulsionado pelas células-tronco que residem no folículo capilar. Durante o período anágeno, ou seja, de crescimento, as células-tronco se dividem para se tornarem novas células que regeneram o cabelo. No período catágeno, que corresponde à fase de repouso, as células-tronco ficam inativas.

Um estudo realizado por pesquisadores de Harvard e publicado em março de 2021 descobriu que um importante hormônio do estresse é capaz de deixar as células-tronco do folículo capilar em uma fase de repouso prolongada, ou seja, não há a regeneração do cabelo.

Portanto, o estresse retarda a ativação das células-tronco e altera a frequência com que o folículo capilar regenera os fios.

Estresse e queda de cabelo: quais tipos de queda podem ocorrer?

O estresse e a queda de cabelo podem estar relacionados nos seguintes casos:

Eflúvio telógeno – é um problema que interfere no ciclo de crescimento dos fios e causa o aumento da queda de cabelo. Um estresse significativo mantém muitos folículos capilares na fase de repouso por mais tempo. Em alguns meses, os cabelos afetados podem cair repentinamente ao simplesmente pentear ou lavá-lo. Existem dois tipos, eflúvio telógeno agudo e eflúvio telógeno crônico.

Tricotilomania – é um problema que gera a vontade irresistível de arrancar os fios do couro cabeludo, das sobrancelhas ou e de outras áreas do corpo. Arrancar os cabelos pode ser uma forma de lidar com sentimentos negativos ou desagradáveis, como estresse, tensão, solidão, tédio ou frustração.

Alopecia areata – causa a queda de cabelo ou de pelos em áreas arredondadas/ovais do couro cabeludo ou em outras partes do corpo, como cílios e sobrancelhas. Normalmente é provocada por fatores genéticos ou imunológicos. Estresse ou a presença de micro-organismos, por exemplo, podem gerar uma resposta autoimune (quando o sistema imunológico ataca células sadias) que lesiona o folículo piloso, parte da pele responsável pela produção e crescimento dos pelos. Também pode estar associada a doenças, como diabetes, lúpus, vitiligo e rinites.

Estresse e queda de cabelo: o problema é reversível?

O estresse e a queda de cabelo não são, necessariamente, permanentes. Na maior parte dos casos, o cabelo volta a crescer, se o estresse for controlado. Se perceber que o cabelo está levando mais tempo para se recuperar, é recomendado consultar um médico dermatologista. Este é o profissional indicado para avaliar o caso e receitar o tratamento mais adequado.

Para realizar o diagnóstico da queda de cabelo, o dermatologista faz um exame clínico para verificar a condições dos fios e do couro cabeludo. No entanto, existem alguns detalhes que não são perceptíveis a olho nu.

Possivelmente, o médico solicitará a tricoscopia, exame que permite avaliar detalhes do couro cabeludo e verificar a extensão da perda de cabelo. É um procedimento bastante preciso e não invasivo. O dermatologista encosta o aparelho na região do couro cabeludo que pretende examinar ou diretamente no fio.

É um exame de imagem que pode ser feito no próprio consultório. Com o resultado, o médico estabelece o tratamento mais indicado. Veja algumas opções:

  • Medicamentos tópicos, ou seja, aplicados na região da queda;
  • Medicamentos orais;
  • Tratamento com laser para estimular o crescimento dos fios.

Ingerir alimentos ricos em ferro, proteínas, vitamina C e D também pode ajudar no crescimento do cabelo.

Atenção! Nunca se automedique para tratar a queda de cabelo ou qualquer doença, mesmo que seja um medicamento recomendado para alguém com um problema parecido com o seu. Apenas o médico pode fazer o diagnóstico e indicar o melhor tratamento para cada caso.

Como evitar estresse e queda de cabelo?

Para evitar o estresse, e consequentemente a queda de cabelo associada a ele, é importante ter alguns hábitos simples que na correria e agitação do dia a dia podem ser esquecidos, como:

  • Ter momentos de descanso, lazer e relaxamento – pratique algum hobby, leia um livro, ouça uma música que você gosta, tenha períodos de autocuidado e se divirta;
  • Cuidar da sua saúde mental – faça terapia, ioga e pratique exercícios físicos;
  • Ter uma alimentação balanceada – priorize legumes, verduras e frutas. Evite alimentos muito industrializados, como comida congelada e fast food;
  • Fazer pausas no dia – durante o trabalho, faça pequenas pausas para oxigenar o cérebro, movimentar o corpo e poder se concentrar melhor na sua atividade.

Referências

Nós usamos cookies e outras tecnologias semelhantes para melhorar sua experiência em nossos serviços, personalizar publicidade e recomendar conteúdo de seu interesse. Ao utilizar nossos serviços você concorda com tal monitoramento. Informamos ainda que atualizamos nossa Política de Privacidade. Conheça nosso Portal da Privacidade e veja nossa Política.

OK